Pois bem, quem aqui já foi chantageado? A resposta estará bem próxima da verdade se for dito "todo mundo".
E o que seria a chantagem? Bom, pegando uma das definições do Dicionário Priberam temos: "Extorsão de dinheiro ou favores com ameaça de escândalo ou outras consequências nefastas, no caso de negativa". Nossa. Assustador. Só a palavra "nefasta" já torna a definição assustadora. Mas é mais ou menos isso mesmo.
A chantagem é uma das inúmeras consequências de uma relação de poder (calma marxistas, não vou me aprofundar mais que isso). Essa relação de poder foi estabelecida entre você e outra pessoa devido a um instrumento que a outra pessoa possui, e que pode utilizar contra você: o instrumento de chantagem.
O instrumento de chantagem, ironicamente, é muitas vezes fornecido pela própria pessoa que está sendo (ou que poderá ser) chantageada. Você contou uma história extremamente comprometedora para alguém, ou fez algo que não deveria ter feito na frente de alguém, ou se envolveu em uma situação que não deveria ter se envolvido com alguém (como no caso de pedir dinheiro emprestado) e criou uma dívida com essa pessoa, a qual ele pode usar para lhe chantagear sob algumas condições.
Enfim, a chantagem é um instrumento vil, baixo, mesquinho, e egoísta que alguém utiliza para dominá-lo em seu próprio benefício.
E ainda outra categoria de chantagem é observada, mas essa não é tão eficiente (pelo menos não comigo), que seria a famosa "chantagem emocional". O chantagista utiliza do seu emocional para lhe pedir algo ou lhe cobrar um favor, muitas vezes sem razão ou argumentos válidos, apenas contando com a sua condescendência e compaixão (o que explica porquê não funciona comigo... Compaixão?! Jamais!)
Como evitar a chantagem? Confiança e prevenção. Evite manter dívidas com pessoas. E só conte algo que possivelmente lhe comprometeria se fosse a público para alguém de confiança. Não dê o instrumento de chantagem para qualquer um. Essa é uma das vantagens mais poderosas que alguém pode ter sobre você (quanto a chantagem emocional, basta não ser um bundão).
quinta-feira, 25 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Músicas inesquecíveis: pacote especial Disney [1]
Estou saudoso esses dias. Sinto saudade dos meus amigos, de Natal, de alguns velhos hábitos, e, principalmente, da infância. E, como nada melhor do que música para nos relembrar velhos sentimentos infantis, esse pacote especial do "Músicas Inesquecíveis" trará algumas músicas dos velhos filmes da Disney que eu adorava quando criança (e imagino que não só eu), para que você, leitor, possa relembrar junto comigo. Um único diferencial: estarão em inglês (relaxa, vou por letra e vídeo nesse pacote). Então, sempre que vir o Músicas Inesquecíveis como pacote especial, prepare-se para curtir os velhos e puros sentimentos infantis, que nunca devem ser esquecidos.
Começando com uma excelente.
Son of man - Phil Collins (Tarzan)
Oh, the power to be strong
And the wisdom to be wise
All these things will
come to you in time
On this journey that you're making
There'll be answers that you'll seek
And it's you who'll climb the mountain
It's you who'll reach the peak
Son of Man, look to the sky
Lift your spirit, set it free
Some day you'll walk tall with pride
Son of Man, a man in time you'll be
Though there's no one there to guide you
No one to take your hand
But with faith and understanding
You will journey from boy to man
Son of Man, look to the sky
Lift your spirit, set it free
Some day you'll walk tall with pride
Son of Man, a man in time you'll be
In learning you will teach
And in teaching you will learn
You'll find your place beside the
ones you love
Oh, and all the things you dreamed of
The visions that you saw
Well, the time is drawing near now
It's yours to claim it all
Son of Man, look to the sky
Lift your spirit, set it free
Some day you'll walk tall with pride
Son of Man, a man in time you'll be
Son of Man
Son of Man's a man for all to see
Começando com uma excelente.
Son of man - Phil Collins (Tarzan)
Oh, the power to be strong
And the wisdom to be wise
All these things will
come to you in time
On this journey that you're making
There'll be answers that you'll seek
And it's you who'll climb the mountain
It's you who'll reach the peak
Son of Man, look to the sky
Lift your spirit, set it free
Some day you'll walk tall with pride
Son of Man, a man in time you'll be
Though there's no one there to guide you
No one to take your hand
But with faith and understanding
You will journey from boy to man
Son of Man, look to the sky
Lift your spirit, set it free
Some day you'll walk tall with pride
Son of Man, a man in time you'll be
In learning you will teach
And in teaching you will learn
You'll find your place beside the
ones you love
Oh, and all the things you dreamed of
The visions that you saw
Well, the time is drawing near now
It's yours to claim it all
Son of Man, look to the sky
Lift your spirit, set it free
Some day you'll walk tall with pride
Son of Man, a man in time you'll be
Son of Man
Son of Man's a man for all to see
Falar corretamente
Uma arte esquecida. As pessoas hoje tem o terrível hábito de atropelar as palavras enquanto falam, esquecem-se de respirar. A única preocupação vigente é passar o maior número de informações no menor tempo possível. Eu mesmo já cai nessa desgraça inúmeras vezes, e até hoje me policio para não acelerar a fala. Mas isso não é culpa nossa.
Com o advento da internet, do mundo virtual, e do slogan da tim ("você, sem fronteiras"), a informação tem sido priorizada em detrimento de como ela deve ser passada. Recebemos centenas de mensagens, e-mails, comunicados, informes, avisos. Dia-a-dia, esse grande número de notícias nos afoga e nos estressa. Mas tem mais: a vida urbana também tem sua parte de culpa nessa história. Ela nos acelera, nos torna mais rápidos, apressados, ansiosos, desesperados. Acabamos fazendo tudo (tudo mesmo!) com pressa. Nós não recordamos mais o que é caminhar vagarosamente, ou parar e admirar a paisagem a sua volta. Nós simplesmente corremos. Eis que entra a fala.
Deveria ser de absoluto conhecimento humano, que o mais importante não é O QUE se diz, mas COMO se diz. A transmissão da informação é mais importante do que a informação em si. Por isso ao observar alguém contando uma história sem pausar, sem alterar a voz entre as personagens e sem nem mesmo mudar a entonação da fala, eu me sinto mal. Não mal pela história, mas pela maneira como ela foi contada. Mais uma vez, me remetendo ao post "piada", eu mencionei que toda piada tem seu "timing". Pois bem, até isso está sendo trespassado.
Conversar com calma, até mesmo para organizar os pensamentos, para manter um clima de interesse no que se diz, é de suma importância para um bom entendimento e aproveitamento do que se conta. Como podemos nos comunicar aos atropelos? Contando um "causo" o mais rápido possível para ver a reação das pessoas e logo em seguida contar outros? Isso é denegrir a arte mais antiga da Terra - a comunicação.
Leitor, não se deixe levar pelos hábitos virtuais-urbanos. Fale, mas devagar. Utilize as pausas, a entonação, a r-e-s-p-i-r-a-ç-ã-o para falar. Transmita sua mensagem de maneira que ela atinja seu interlocutor da maneira mais profunda possível, mesmo que seja algo trivial. Quanto mais impactante o modo com que se fala, mais importância se dá a aquilo que foi dito e a quem o disse. E, mais do que isso, saiba quando ficar calado (mas eu falo sobre isso depois, por ora, vou me calar).
Com o advento da internet, do mundo virtual, e do slogan da tim ("você, sem fronteiras"), a informação tem sido priorizada em detrimento de como ela deve ser passada. Recebemos centenas de mensagens, e-mails, comunicados, informes, avisos. Dia-a-dia, esse grande número de notícias nos afoga e nos estressa. Mas tem mais: a vida urbana também tem sua parte de culpa nessa história. Ela nos acelera, nos torna mais rápidos, apressados, ansiosos, desesperados. Acabamos fazendo tudo (tudo mesmo!) com pressa. Nós não recordamos mais o que é caminhar vagarosamente, ou parar e admirar a paisagem a sua volta. Nós simplesmente corremos. Eis que entra a fala.
Deveria ser de absoluto conhecimento humano, que o mais importante não é O QUE se diz, mas COMO se diz. A transmissão da informação é mais importante do que a informação em si. Por isso ao observar alguém contando uma história sem pausar, sem alterar a voz entre as personagens e sem nem mesmo mudar a entonação da fala, eu me sinto mal. Não mal pela história, mas pela maneira como ela foi contada. Mais uma vez, me remetendo ao post "piada", eu mencionei que toda piada tem seu "timing". Pois bem, até isso está sendo trespassado.
Conversar com calma, até mesmo para organizar os pensamentos, para manter um clima de interesse no que se diz, é de suma importância para um bom entendimento e aproveitamento do que se conta. Como podemos nos comunicar aos atropelos? Contando um "causo" o mais rápido possível para ver a reação das pessoas e logo em seguida contar outros? Isso é denegrir a arte mais antiga da Terra - a comunicação.
Leitor, não se deixe levar pelos hábitos virtuais-urbanos. Fale, mas devagar. Utilize as pausas, a entonação, a r-e-s-p-i-r-a-ç-ã-o para falar. Transmita sua mensagem de maneira que ela atinja seu interlocutor da maneira mais profunda possível, mesmo que seja algo trivial. Quanto mais impactante o modo com que se fala, mais importância se dá a aquilo que foi dito e a quem o disse. E, mais do que isso, saiba quando ficar calado (mas eu falo sobre isso depois, por ora, vou me calar).
quarta-feira, 10 de março de 2010
Olho no olho (filosofia)
Sou só eu, ou mais alguém aqui não gosta de olhar nos olhos das outras pessoas? Vi uma vez, com fontes que prefiro ocultar (tá bom, tá bom, o filme era "Atlantis - o retorno de milo" da Disney, mas não contem pra ninguém), que "os olhos são as janelas da alma". Pois bem, você gosta de espiar pela janela de alguém? Ok, você pode até gostar, mas sabe que não é certo.
Partircularmente, venho tentando criar o hábito de olhar nos olhos das pessoas enquanto falo, mas não é do meu feitio. Definitivamente são poucas as pessoas as quais consigo olhar olho no olho sem me sentir desconfortável. E não por parte de ver a pessoa, mas sim por saber que ela está me observando. Observando minha alma.
Não, não é que tenho algo a esconder. Quer dizer, eu tenho segredos, mas não é olhando nos meus olhos que vão descobri-los. A questão é que os olhos são algo pessoal, especial. São por seus olhos que você vê o mundo, e acaba sendo por eles que as pessoas te veem. Mas não é justo deixar que qualquer pessoa veja sua essência, ou é?
Há muitas culturas que são opostas, em algumas olhar nos olhos é uma tremenda falta de respeito, em outras NÃO olhar que é a fata de respeito. Eu não vou dizer que seja falta de respeito, mas sim que seja incômodo. Encarar uma pessoa é uma atitude que deveria ser realizada entre amigos, velhos conhecidos, parentes. Pessoas em quem você confia, e para quem sua alma é um livro aberto.
Essa será uma filosofia democrática, porque está embasada principalmente na minha opinião pessoal, então espero que você, amigo leitor, dê a sua opinião. Até a próxima.
Partircularmente, venho tentando criar o hábito de olhar nos olhos das pessoas enquanto falo, mas não é do meu feitio. Definitivamente são poucas as pessoas as quais consigo olhar olho no olho sem me sentir desconfortável. E não por parte de ver a pessoa, mas sim por saber que ela está me observando. Observando minha alma.
Não, não é que tenho algo a esconder. Quer dizer, eu tenho segredos, mas não é olhando nos meus olhos que vão descobri-los. A questão é que os olhos são algo pessoal, especial. São por seus olhos que você vê o mundo, e acaba sendo por eles que as pessoas te veem. Mas não é justo deixar que qualquer pessoa veja sua essência, ou é?
Há muitas culturas que são opostas, em algumas olhar nos olhos é uma tremenda falta de respeito, em outras NÃO olhar que é a fata de respeito. Eu não vou dizer que seja falta de respeito, mas sim que seja incômodo. Encarar uma pessoa é uma atitude que deveria ser realizada entre amigos, velhos conhecidos, parentes. Pessoas em quem você confia, e para quem sua alma é um livro aberto.
Essa será uma filosofia democrática, porque está embasada principalmente na minha opinião pessoal, então espero que você, amigo leitor, dê a sua opinião. Até a próxima.
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