O Governo Brasileiro instaurou, em boa hora, um sistema de medição e controle dos abalos sísimicos no país. O Centro Sísmico Nacional, poucos dias antes de entrar em funcionamento, já detectou que haveria um grande terremoto no Nordeste.
Assim, enviou um telegrama à delegacia de Icó, no Ceará, com a seguinte mensagem:
"Urgente.
Possível movimento sísmico na zona.
Extremamente perigoso. 7 na escala Ritcher.
Epicentro a 3 km da cidade.
Tomem medidas e informem resultados."
Somente uma semana depois, o Centro Sísmico recebeu uma mensagem que dizia:
"Aqui é a delegacia de Icó prestando ocorrência.
Movimento Sísmico totalmete desarticulado.
Ritcher tentou fugir, mas foi abatido a tiros.
Desativamos as zonas. Todas as putas estão presas.
Epicentro, Epifânio, Epicleison e mais seus cinco irmãos foram detidos.
Não pudemos responder antes porque teve um terremoto do caralho aqui!"
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Piada
Eis aqui, querido leitor, mas um devaneio meu sobre um assunto familiar a vida de todos: as piadas. Não, não. Não é mais um daqueles papos chatos que ninguém quer sabe sobre como age o seu cérebro diante de uma piada e de porque piadas são engraçadas. "Elas são engraçadas e pronto ué!" diria o leitor mais despretensioso. Estou com ele, piadas são engraçadas e pronto! Mas não é sobre piadas que quero falar exatamente, e sim sobre um de seus aspectos mais específicos: o ato de contá-la.
Sim amigo leitor, pois contar uma piada é algo mais importante do que a piada em si. Até mesmo a piada do "Um mineiro entra na casa de seu amigo que está vendo TV e pergunta: - e aí cumpádi? firme? e o outro responde: - Né firme não sô! É futebor!" pode ser engraçada se considerarmos 3 elementos essenciais: o timing, a linguagem corporal junto a entonação e a platéia.
Até mesmo o mais débil mental dos engraçadinhos sabe que tem a hora pra se fazer uma piada - o timing. Se está se discutindo sobre futebol, nada como uma piada cutucando o time rival, mas se o assunto é estrangeiros, argentinos e portugueses são os prediletos, no caso da política, alguma piada sobre o presidente atual ou sobre um escândalo vem a calar. Mas mesmo sendo o assunto propício, tem que se saber a hora exata de introduzi-la. Esse é o timing. Normalmente os bons contadores de piada "sentem" quando tudo está a favor, mas se você é um iniciante apenas tente jogá-l quando houver uma pequena pausa na conversa que lhe permita isso, e tente ser breve, piadas longas são um saco. O segundo aspecto importante é o jeito como contá-la: mude o tom de voz, o sotaque, a pronúncia, invente gestos, fique um pouco corcunda, ou um pouco ereto, ou faça uma falsa barriga, se finja de mongol... Enfim, entre no personagem, seja ele qual for. Terceiro, mas não menos importante a platéia. Se você não souber pra quem está contando, não se arrisque. Nada de piadas de estrangeiros, de políticos, e principalmente de humor negro! Se já conhece a sua platéia, tente adaptar as piadas a situações comuns, as famosas "piadas internas". Se seguir bem esses três conselhos é provável que você se torne um bom contador de piadas.
Dois poréns: contadores de piadas tem que ter essencialmente duas coisas - repertório e reputação. Não há nada pior do que aquele cara que conta a mesma piada ou história cômica infinitas vezes porque não se lembra pra quem já contou. Mas mesmo com repetório você PRECISA ter reputação de cara engraçado. Como se consegue isso? Bom, não se consegue. Ou você é engraçado, ou não é. Por isso, se você acha que não nasceu pra esse negócio de piada, apenas escute e dê parabéns a quem está contando. Fique como eu: um bom sarcasmo vez ou outra ou uma zoaçãozinha quebram um galho.
P.S..: IMPORTANTÍSSIMO - JAMAIS EXPLIQUE UMA PIADA! SOBRE HIPÓTESE ALGUMA! Até porque, se sua platéia não entendeu, possivelmente a culpa foi sua.
Sim amigo leitor, pois contar uma piada é algo mais importante do que a piada em si. Até mesmo a piada do "Um mineiro entra na casa de seu amigo que está vendo TV e pergunta: - e aí cumpádi? firme? e o outro responde: - Né firme não sô! É futebor!" pode ser engraçada se considerarmos 3 elementos essenciais: o timing, a linguagem corporal junto a entonação e a platéia.
Até mesmo o mais débil mental dos engraçadinhos sabe que tem a hora pra se fazer uma piada - o timing. Se está se discutindo sobre futebol, nada como uma piada cutucando o time rival, mas se o assunto é estrangeiros, argentinos e portugueses são os prediletos, no caso da política, alguma piada sobre o presidente atual ou sobre um escândalo vem a calar. Mas mesmo sendo o assunto propício, tem que se saber a hora exata de introduzi-la. Esse é o timing. Normalmente os bons contadores de piada "sentem" quando tudo está a favor, mas se você é um iniciante apenas tente jogá-l quando houver uma pequena pausa na conversa que lhe permita isso, e tente ser breve, piadas longas são um saco. O segundo aspecto importante é o jeito como contá-la: mude o tom de voz, o sotaque, a pronúncia, invente gestos, fique um pouco corcunda, ou um pouco ereto, ou faça uma falsa barriga, se finja de mongol... Enfim, entre no personagem, seja ele qual for. Terceiro, mas não menos importante a platéia. Se você não souber pra quem está contando, não se arrisque. Nada de piadas de estrangeiros, de políticos, e principalmente de humor negro! Se já conhece a sua platéia, tente adaptar as piadas a situações comuns, as famosas "piadas internas". Se seguir bem esses três conselhos é provável que você se torne um bom contador de piadas.
Dois poréns: contadores de piadas tem que ter essencialmente duas coisas - repertório e reputação. Não há nada pior do que aquele cara que conta a mesma piada ou história cômica infinitas vezes porque não se lembra pra quem já contou. Mas mesmo com repetório você PRECISA ter reputação de cara engraçado. Como se consegue isso? Bom, não se consegue. Ou você é engraçado, ou não é. Por isso, se você acha que não nasceu pra esse negócio de piada, apenas escute e dê parabéns a quem está contando. Fique como eu: um bom sarcasmo vez ou outra ou uma zoaçãozinha quebram um galho.
P.S..: IMPORTANTÍSSIMO - JAMAIS EXPLIQUE UMA PIADA! SOBRE HIPÓTESE ALGUMA! Até porque, se sua platéia não entendeu, possivelmente a culpa foi sua.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O chamado do nômade
O ser humano sofreu uma grande revolução datada lá pela pré-história, quando nós abandonamos nosso estilo de vida nômade e aprendemos a cultivar plantas, nos tornando sedentários (foi um primeiro passo para a criação das sociedades atuais). Por esse motivo, é bem comum vermos aquelas pessoas que são apegadas a sua terra, como seu bem mais precioso e indispensável. Por esse motivo também, é notável que sentimos muitas vezes uma relutância em nos mudarmos, indo em busca de novas perspectivas.
É bem difícil deixar um lugar ainda por outro motivo: hábito. Nós estamos habituados a nossos amigos (não que isso seja ruim, gosto dos meus), aos lugares que costumamos ir, ao nosso colégio/faculdade/trabalho, a nossa rotina, nosso estilo de vida, etc. Acabamos nos contentando com um passeiozinho no fim de semana, ou uma viagem no fim do ano para não nos desabituarmos. Mas, vez ou outra, lá no âmago do nosso ser sentimos algo reincidir: nosso espírito nômade, de nossos ancestrais, implorando por ir em busca de novos ares, novos lugares, novos mundos. E, quando esse espírito chama, seu chamado é quase irrecusável. E sabemos que temos que partir.
Há pessoas que passam a vida inteira no mesmo lugar sem nunca sentir esse chamado. Há aquelas que o sentem, mas, contrariando todas as expectativas, o ignora. No entanto, há aquelas que o seguem e, por essa razão, e somente por essa razão, elas partem. A essas o chamado do nômade as conquistou. Muitas personalidades famosas eu arriscaria dizer que sentiram esse chamado: Vasco da Gama, Américo Vespúcio, Marco Polo, Cristóvão Colombo, Pedro Álvares Cabral, enfim, todos esses que sabiam que o mundo tinha muito mais para lhes dar do que só aquilo que eles viam.
Claro, isso não quer dizer que a partida se torne fácil. Continua sendo extremamente difícil abandonar o lugar em que se está. Os amigos, os familiares, os locais, as aventuras... Mas partimos. Quebramos corações, destruimos esperanças, perdemos contatos... Mas partimos. Sofremos de solidão, de saudade, de medo... Mas partimos. E, se é algo tão ruim, por que nós insistimos em fazer? Porque, meus amigos, como os antigos nômades já sabiam, quando a terra empobrece e não tem mais nada a oferecer, nós sabemos que devemos ir, por mais doloroso que isso seja.
E, é em busca desse mal necessário que nos mudamos, e procuramos novos amigos, novos lugares, novas aventuras, novos hábitos... Afinal, por pior que seja no início, acaba sempre valendo a pena.
P.S.: Um abraço a todos os meus amigos de Natal, eu segui o chamado, mas não esquecerei de vocês.
É bem difícil deixar um lugar ainda por outro motivo: hábito. Nós estamos habituados a nossos amigos (não que isso seja ruim, gosto dos meus), aos lugares que costumamos ir, ao nosso colégio/faculdade/trabalho, a nossa rotina, nosso estilo de vida, etc. Acabamos nos contentando com um passeiozinho no fim de semana, ou uma viagem no fim do ano para não nos desabituarmos. Mas, vez ou outra, lá no âmago do nosso ser sentimos algo reincidir: nosso espírito nômade, de nossos ancestrais, implorando por ir em busca de novos ares, novos lugares, novos mundos. E, quando esse espírito chama, seu chamado é quase irrecusável. E sabemos que temos que partir.
Há pessoas que passam a vida inteira no mesmo lugar sem nunca sentir esse chamado. Há aquelas que o sentem, mas, contrariando todas as expectativas, o ignora. No entanto, há aquelas que o seguem e, por essa razão, e somente por essa razão, elas partem. A essas o chamado do nômade as conquistou. Muitas personalidades famosas eu arriscaria dizer que sentiram esse chamado: Vasco da Gama, Américo Vespúcio, Marco Polo, Cristóvão Colombo, Pedro Álvares Cabral, enfim, todos esses que sabiam que o mundo tinha muito mais para lhes dar do que só aquilo que eles viam.
Claro, isso não quer dizer que a partida se torne fácil. Continua sendo extremamente difícil abandonar o lugar em que se está. Os amigos, os familiares, os locais, as aventuras... Mas partimos. Quebramos corações, destruimos esperanças, perdemos contatos... Mas partimos. Sofremos de solidão, de saudade, de medo... Mas partimos. E, se é algo tão ruim, por que nós insistimos em fazer? Porque, meus amigos, como os antigos nômades já sabiam, quando a terra empobrece e não tem mais nada a oferecer, nós sabemos que devemos ir, por mais doloroso que isso seja.
E, é em busca desse mal necessário que nos mudamos, e procuramos novos amigos, novos lugares, novas aventuras, novos hábitos... Afinal, por pior que seja no início, acaba sempre valendo a pena.
P.S.: Um abraço a todos os meus amigos de Natal, eu segui o chamado, mas não esquecerei de vocês.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Colapso
Ahá!
Já estava achando que eu tinha desistido...
Tenho que admitir que tive sérios problemas para postar nesse mês de janeiro que passou, mas então resolvi recomeçar agora em fevereiro. Esqueçamos janeiro. Mas, antes de ir em frente, tenho que aproveitar esse meu problema para desenvolver um novo post.
E esse novo post tratará do que me ocorreu nesse fatídico mês, e porque tive dificuldades para postar.
Eu morava em Natal, em um local extremamente pacífico e isolado dos problemas da cidade (que também nem é grande, então tentem visualizar quão pacífico é esse lugar a que me refiro). Enfim, uma vez, quando um dos meus tios foi me visitar lá, ele brincou: "Ricardo, esse lugar é tão tranquilo, que aqui as suas únicas preocupações seriam um ataque de algum animal (o lugar é rodeado por uma mini-floresta) ou um evento cataclístico de força maior". Pois bem, como nenhum animal me atacou, sobrou a segunda opção. Um raio fritou a minha casa.
Está bem, ele não carbonizou nada, mas destruiu meu computador e a TV a cabo (o que, para mim, é muita coisa). E eu já havia perdido meu celular por causa de vírus, e meu DVD por motivos desconhecidos. Enfim, meu único contato com a civilização era a TV aberta e meu notebook. Mas como felicidade de pobre dura pouco, meu notebook deu problema de superaquecimento (não foi culpa minha, depois eu soube que os notebooks da HP tem esse mal).
Conlcuindo: TV aberta. Isto é, graças a esse colapso tecnológico, tive que esquecer momentaneamente o blog, mas com a promessa de voltar em fevereiro após solucionar todos os problemas um por um. E aqui estou eu, ao pixels e a cores para satisfazer mais uma vez meus blogueiros (que até o momento se resumem a uns 4 amigos meus, valeu aí pelo apoio pessoal!).
Pois bem, isso posto, aguardem minhas postagens.
Já estava achando que eu tinha desistido...
Tenho que admitir que tive sérios problemas para postar nesse mês de janeiro que passou, mas então resolvi recomeçar agora em fevereiro. Esqueçamos janeiro. Mas, antes de ir em frente, tenho que aproveitar esse meu problema para desenvolver um novo post.
E esse novo post tratará do que me ocorreu nesse fatídico mês, e porque tive dificuldades para postar.
Eu morava em Natal, em um local extremamente pacífico e isolado dos problemas da cidade (que também nem é grande, então tentem visualizar quão pacífico é esse lugar a que me refiro). Enfim, uma vez, quando um dos meus tios foi me visitar lá, ele brincou: "Ricardo, esse lugar é tão tranquilo, que aqui as suas únicas preocupações seriam um ataque de algum animal (o lugar é rodeado por uma mini-floresta) ou um evento cataclístico de força maior". Pois bem, como nenhum animal me atacou, sobrou a segunda opção. Um raio fritou a minha casa.
Está bem, ele não carbonizou nada, mas destruiu meu computador e a TV a cabo (o que, para mim, é muita coisa). E eu já havia perdido meu celular por causa de vírus, e meu DVD por motivos desconhecidos. Enfim, meu único contato com a civilização era a TV aberta e meu notebook. Mas como felicidade de pobre dura pouco, meu notebook deu problema de superaquecimento (não foi culpa minha, depois eu soube que os notebooks da HP tem esse mal).
Conlcuindo: TV aberta. Isto é, graças a esse colapso tecnológico, tive que esquecer momentaneamente o blog, mas com a promessa de voltar em fevereiro após solucionar todos os problemas um por um. E aqui estou eu, ao pixels e a cores para satisfazer mais uma vez meus blogueiros (que até o momento se resumem a uns 4 amigos meus, valeu aí pelo apoio pessoal!).
Pois bem, isso posto, aguardem minhas postagens.
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