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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Timidez

Afinal um assunto mais tangível. Mas antes, preciso fazer uma pergunta: Você é tímido? Opa, opa, desculpa... errei. A pergunta era: Você sabe esconder sua timidez? Sim. Porque todo mundo é tímido. Surpreendam-se companheiros que ficam mais vermelhos que gringo no Rio de Janeiro em mês de verão: a única diferença entre você e a pessoa descolado(a) da sua sala é que ele(a) sabe disfarçar muito bem (bom, ele(a) também deve ser mais bonito(a), mas não vamos forçar a barra). Eu não garanto que irei resolver seu problema, mas vou te dar umas dicas.

Antes que vocês se desapontem, eu não sou o cara descolado da minha sala, nem nunca fui. Mas vocês verão que isso não importa nem um pouco para lhes dizer o que vou dizer agora.

A sensação da timidez é realmente difícil de se combater: você, em um local estranho (normalmente), cercado de pessoas que não conhece e ainda por cima contra sua vontade (alguém além de mim está tendo um dèjá vú?). Calma, não se desespere. Se você estiver em um lugar em que só você for o novato, fale normalmente, em um tom audível de preferência, e tente não se importar muito com os olhares avaliadores. É fato: todo ser humano avalia um outro que esteje sendo obrigado a ter contato ou que provavelmente terá que conhecer um dia, aliás, se avalia pessoas por muito menos que isso, eu faço por mera curiosidade mesmo. O que estou dizendo é: bote na sua cabeça que isso que você está passando é normal, todo mundo passa alguma(s) vez(es) na vida, e já que é normal, é melhor você aprender a controlar.

Agora uma parte realmente importante: como começar uma conversa com um desconhecido. Antes de mais nada se pergunte porquê você quer puxar essa conversa, isto é, quais são suas intenções, para que você não fale besteira. Sim, a conversação, embora não pareça, é uma arte sutil, e muitas vezes a primeira impressão que uma pessoa nos causa fica marcada à ferro em nossa mente. Ou seja: avalie a si mesmo.

Em seguida, como em uma caçada, avalie sua presa. O que você e ela possivelmente podem ter em comum? A aparência nos fornece incontáveis pistas para alcançarmos tal resposta, mas se você não é muito bom em deduções tente o óbvio. Você e esta pessoa se encontram no mesmo local. Por que? Porque estão querendo algo dali (atenção: isso não vai funcionar se você quiser puxar assunto com alguém que cruzou no meio da rua, aí é muita cara-de-pau mesmo). Exemplificando para facilitar: estão em uma sala de aula. "Pow, é meio chato ser novato e não conhecer ninguém, a galera daqui é legal?". Sempre pode haver aqueles seres estúpidos que vão te ignorar ou te dar uma resposta meia-boca. Igore-os e procure outros. Ou talvez estejam em um ponto de ônibus: "caramba, ele sempre demora assim ou foi servir de carro alegórico pra escola de samba?". Atenção: cuidado com piadas, se você não se considera engraçado(a) fique até o "ele sempre demora assim?" (maiores informações no meu post entitulado "piada").

Após introduzir o assunto em comum, faça com que a pessoa se sinta a vontade. Como? Deixe ela falar. A maioria das pessoas adora falar, principalmente delas mesmas. Então pergunte coisas sobre a vida dela (obviamente algo não muito pessoal). Mas não seja uma estátua: além de concordar com o que ela diz, faça seus próprios comentários e fale um pouco da sua vida também, para demonstrar que confia nessa pessoa. A partir do momento que essa relação de confiança estiver estabelecida, essa pessoa já deixa de ser um desconhecido e passa a ser, no mínimo, um colega, quem sabe um dia até se torne um melhor amigo?

Por fim vou esclarecer que o que está dito aqui é apenas uma das maneiras (a mais simples) de se comportar para obter amigos. Há aqueles que fazem piadas, que tem um tique nervoso, ou uma história de vida muito louca... Enfim, qualquer coisa que chame a atenção. Mas, se nem com todas essas dicas você conseguir tomar a inciativa, então deixe o outro dar o primeiro passo. Pode ser que demore, mas ao menos o outro é que vai ter que ter todo esse esforço (hehe).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Músicas inesquecíveis (3)



Against all the odds - Phil Collins

How can I just let you walk away?
Just let you leave without a trace?
When I stand here taking every breath with you, ohoo
You're the only one who really knew me at all
How can you just walk away from me?
When all I can do is watch you leave?
Cuz we shared the laughter and the pain
and even shared the tears
You're the only one who really knew me at all

So take a look at me now
Cause there's just an empty space
And there's nothing left here to remind me
Just the memory of your face
Take a look at me now
Cuz there's just an empty space
And you comin back to me is against all odds
and that's what I've gotta face, ohoo

I wish I could just make you turn around
Turn around and see me cry
There's so much I need to say to you,
So many reasons why
You're the only one who really knew me at all

So take a look at me now
cuz there's just an empty space
And there's nothin left here to remind me
just the memory of your face
Take a look at me now
Cuz there's just an empty space
But to wait for you, well that's all I can do
and that's what I gotta face

Take a good look at me now
I'll still be standing here
And you comming back to me is against all odds
It's a chance I have to take; ohoo

Just take a look at me now

Avaliação

Nada como equacionar as coisas.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Frases que marcam - III

"Experiência não é o que aconteceu com você, mas o que você fez com o que lhe aconteceu"
- Aldous Huxley (1894-1963), escritor inglês e uma das mais destacadas personalidades da família Huxley. Teve como obra-prima o "Admirável Mundo Novo" que aborda, entre outras coisas, a preocupação entre a liberdade individual que perde campo para o autoritarismo do estado. Influenciou a cultura hippie ascendente e um de seus livros inspirou o nome para a banda "The Doors".

... (filosofia)

Companheiros blogueiros (que ainda se resumem a uns amigos meus), hoje vim para filosofar. E não filosofar sobre qualquer coisa... Mas sobre... Algo muito... Especial... O poder das reticências! Será que vocês já notaram o impacto que esse míseros pontinhos acrescentam a um texto?

Eu poderia, acrescentar, vírgulas arbitrariamente, e apesar, de que isso se, torna, um saco, aos poucos você, se acostumaria e acabaria, ignorando-as. Também poderia? colocar pontos? de interrogação? e tirando o fato? de que pareceria que? não estou muito? certo do que estou dizendo? vocês acabariam? entendendo também? E para uma ênfase! final! os queridos! pontos de! exclamação! que só não são! mais eficientes que! o caps lock! para passar a ideia! de urgência ou de grito! NÃO CONCORDAM?

Mas tentem com... as reticências... elas parecem que dão... aquela trava involuntária no seu... texto... como um momento pra você... parar... dar uma olhada pro céu... lá fora... ver como está um dia lindo... e você... aqui na frente do seu computador...

Mas falando sério, normalmente as reticências são usadas como um interruptor do fluxo de pensamento, podendo ter um quê sugestivo ou reflexivo ainda por cima. Por exemplo: "eu estava pensando em sair hoje...". Nesse feliz exemplo nosso "eu" imaginário está pensando em sair, mas aparentemente não tem certeza se quer isso mesmo, então parou para refletir sobre. Tudo isso deduzido graças aos três pontos. Se ele dissesse "eu estava pensando em sair hoje!" além de que ele pareceria um Neandertal falando desse jeito a frase não teria esse mesmo sentido.

As reticências tem um poder sobre nós maior do que podemos imaginar. Elas nos induzem a parar e refletir (coisa rara nos dias de hoje) sobre o assunto que se está lendo, ou sobre o que nós mesmo acabamos de falar (como no exemplo acima). Sim, talvez eu esteja me arriscando, mas eu diria que as reticências são o recurso linguístico em matéria de "sinal" mais eficaz no seu intuito, pois ela interage diretamente com o seu interlocutor, forçando-o a pensar. Um ponto final, uma vírgula, uma interrogação, nenhum desses tem essa capacidade de nos fazer pensar sobre o que se foi colocado, mas no máximo no que iremos colocar em seguida.

Então, queridos blogueiros, não menosprezem... esse poderoso instrumento de reflexão... que não só a linguagem escrita, mas também a falada, lhe fornecem... Usem e abusem de suas reticências (ok, usem com moderação, porque um texto cheio desses troços enche o saco). Mas, acima de tudo, saibam que ela tem o poder também de instigar a curiosidade humana. Duvida? Bom, então imagine a seguinte situação...