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domingo, 24 de julho de 2011

Mais do mesmo

O blog voltou. E bem diferente.

Para começar, acho que eu estava sendo muito pretensioso com o título do blog. "Filosofias" parecia inapropriado. A bem da verdade, a maior parte das minhas postagens tratava-se da minha opinião pessoal. Uma filosofia deveria retratar um longo desenvolvimento de um raciocínio lógico argumentativo, embasado em premissas passadas assumidas de construções anteriores feitas por si mesmo ou por outrem. Tentando dizer sem firulas: a filosofia é mais refinada.

Agora o porquê de eu ter aderido a mudança: meu plano inicial era postar coisas com base nos raciocínios de grandes filosófos, e só com base nisso. O problema é que a leitura do material desses filósofos é algo que toma tento e exige memória (coisa que eu, infelizmente, não tenho). Para que não ficasse para todo sempre estagnado, eu resolvi reformular e aceitar de uma vez o que meu blog já era de fato: um blog de opiniões. Não que isso tire o mérito de posts anteriores. Opiniões não só podem como comumente devem vir embasadas, seja em raciocínio lógico, seja em experiência de vida, seja em bom senso.

Portanto, a partir de agora, estarei dando opiniões. Sujeitas a julgamento, críticas, análises, rejeições, etc. Tudo que fazemos no dia-a-dia quando ouvimos alguém falar.

Quanto as outras séries do blog, direi quais pretendo manter:
  • Frase marcante
  • Imagem (essa seção do blog é fundamental)
  • Sugestão de jogo
  • Música Inesquecível
  • Em defesa do RPG (sim, vocês não se verão livres dessa)
  • Tlec tlec tlec (na medida do possível)
Qualquer outra seção do blog está oficialmente cancelada. A antiga marcação "filosofia" virá agora como "opinião".

Agora quantos aos textos e microtextos. A partir de agora tentarei ser mais comprometido com o que eu postar, no sentido de pensar bem, elaborar bonitinho, buscar referências (e não entendam isso só como referências acadêmicas, podem ser gibis, livros, revistas, etc.) e pensar em alguma estratégia legal de formatação. Acontece que isso demanda tempo. Ou seja, minha frequência de posts, não só pela faculdade e outras coisas que faço, diminuirá. Os microtextos eu pretendo manter como estratégia pra fazer um breve comentário, algo interessante que eu acho que valhe a pena tratar. Só.

Quanto a posts estranhos e randômicos, é provável que eles continuem. Ninguém consegue seguir a mesma linha sem pisar um pouco fora dela.

That's it.

sábado, 2 de abril de 2011

Morte.

Venho anunciar a morte oficial desse blog.

Antes que alguém fale "ahá, filho da mãe, sabia que você iria desistir". Não é isso cabeção. Esse estilo de blog será abandonado. Eu tive uma ideia e pretendo segui-la.

Novidades em um futuro breve (ou não).

segunda-feira, 14 de março de 2011

Sugestão de jogo

(Ressuscitando um dos estilos de postagem desse blog)

O jogo que vou passar se chama Doodle Devil. Basicamente você combina dois elementos para tentar formar um novo e, para cada novo elemento formado, você forma mais e mais até completar todos. Os elementos são separados em categorias que precisam ser liberadas. É bem autoexplicativo, vocês verão. E, para mostrar como Steve Jobs está dominando o mundo, tem também como aplicativo para Ipods.

Jogo - Doodle Devil
Link - http://armorgames.com/play/7384/doodle-devil

Enjoy.

sábado, 12 de março de 2011

Bum-ba-da-bum-bum-bum

Caminha. Bum-ba-da.
Estuda. Bum-ba-da.
Cresce, vive, aparece. Bum-ba-da-bum-bum-bum.
Desestresse. Bum-ba-da.

Faça, refaça, caminha contra a massa (bum-ba-da), está muda? Estuda! (bum-ba-da), espere, recupere, não se altere (bum-ba-da-bum-bum-bum). Esqueceu? Se fo...sse eu (bum-ba-da).

Ataque! (bum-da-da), flanqueie! Golpeie! (bum-ba-da), defende! Compreende! Não vê que o perigo se estende?! (bum-ba-da-bum-bum-bum). Morreu?

(bum-ba-da)

Atire! Inspire! Conspire! Expire! (bum-ba-da). Não pare, repare, compare, dispare! (bum-ba-da-bum-bum-bum).

Cansou? (bum-ba-da)

Baboseira. Besteira. (bum-ba-da) Apenas vá! Ou não vá! Ou se vá! Fique pra lá! (bum-ba-da-bum-bum-bum). Acordou? Despertou? Se tocou? (bum-ba-da)

A ficha caiu? A esperança sumiu? O elo partiu? (bum-ba-da) Não?! Então siga! Prossiga! (bum-ba-da). Cresça! Amadureça! Como?! Obedeça!

(bum-ba-da-bum-bum-bum)

Esquecer (parte 2 de 4)

Alguém muito importante se foi. Para sempre.

Partiu e se perdeu no seu imaginário de lembranças que, distorcidas pelo tempo e pela memória, só tornam a experiência de relembrar ainda mais dolorosa. Ninguém quer relembrar. Viver no oceano de armarguras que se formou em torno da sua saudades. Qual o próximo passo? Esquecer.

Simples assim? Claro que não. Jamais será fácil, jamais será trivial. Os dias não são e não serão a mesma coisa sem aquela pessoa. Ela partiu, ela se foi. Você talvez nem tenha tido tempo de dizer o quanto ela era especial. Você a via sempre, e ela sempre esteve do seu lado. Mas você não queria expressar o óbvio dizendo: "você é muito importante para mim". Mas às vezes até o óbvio precisa ser dito para que a certeza de nossas convicções se tornem reais.

Não vale a pena pensar no que poderia ter sido. Não vale a pena pensar no que não foi. O caminho do esquecimento é árduo, longo, penoso e dificilmente satisfatório. Você não vai mais se lembrar que aquela pessoa foi, porque ela era tão importante, e o que te fez esquecê-la. Se você tentar se lembrar correrá dois grandes riscos.

Um dos riscos, o menos perigoso, é você não conseguir se lembrar. Você bloqueou aquelas lembranças de modo que elas jamais voltem a te atormentar. Nunca. Você inventou mentiras, plantou memórias, embaçou sua mente para que aquela pessoa não seja mais especial. Para que você não se lembre dela, jamais.

O outro risco, muito mais perigoso, é você conseguir se lembrar. Lembrar porque aquela pessoa era importante, porque ela faz falta, lembrar em como sua vida poderia estar bem melhor com ela presente, naquele momento que você sabia que só ela iria ter a palavra certa a lhe dizer, ou saberia simplesmente não dizer nada.

Portanto a parte mais importante em esquecer alguém não é simplesmente esquecê-la. Mas não tentar se lembrar. Você pode apagar da memória o que aquela pessoa foi, mas se você não apagar também a saudades esta fará você questionar sua atitude, se perguntar porque você esqueceu. E então você estará, inevitavelmente, fadado a encarar um dos riscos dessa atitude.

Será que esse é o modo saudável de passar por isso? Não é provável. Mas para que se possa passar pelo modo saudável, deve-se antes encarar esses sofrimentos, até que algo muito importante aconteça. O que exatamente? Até que você olhe a sua volta.